Quero um barco meio mar,
o meio não achei, não veio pra sair do charco feio
Quero um barco meio mar, um porto meio lar, um corpo feito pra se amar e sem receio
Meio assim doente, de repente cheio desse olhar ausente, meio louco
Meio no sufoco, meio coca-cola, maio mal da bola, meio inconsequente.
Como se no meio da cidade na velocidade na saudade na maldade a toa
Nessa claridade tanta coisa boa se desmancha feito um picolé no sol
E feito um picolé no sol eu quero estar agora pra esquecer do mal que tá lá fora
Me esperando pra cobrar a taxa, tá com a mão toda suja de graxa
Tô ficando meio assim xarope dessa lenga-lenga já amarrei o bode pode crer
Que tudo tem a ver com tudo tem a ver com o mundo tem a ver com ser perfeito
Tá na rua, tá na bamca da revista
Tô na pista e não te desconcerta
Sempre alerta na notícia esperta nesse compromisso numa dose certa
Veio como onda, bomba, longa história nua e sem certeza sob a mesa tua
Crua e sem semente mente me confunde funde a minha e a tua nesse instante ante
Vejo um pôr-do-sol brilhante como nunca dantes me arriscava e foi tomar à cara
Um primeiro passo d'um segundo passo d'um terceiro passo, eu acho
No caminho dessa descoberta não tem compromisso com trilhar o que já foi trilhado
Deixo tudo ali do lado e parto cego e sempre em frente
um tanto quanto alucinado
Nado para estar presente, nada como estar assim ciente
Sem estar cansado, sem estar à margem, sem estar doente sem faltar coragem
Sem querer fazer charminho sem querer carinho sem querer carona
Quero um barco meio mar um porto meio lar, um corpo feito pra se amar
Crua e sem semente mente me confunde, funde a minha e a tua nesse instante
Um primeiro passo d'um segundo passo d'um terceiro passo
E depois só nós dois tudo o mais tanto faz
Quero amor quero luz
(Nico Nicolayewsky)
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
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